A prostituição em Magé e suas consequências na Violência

Nesse episódio, o Travesti que é agredido e também realiza agressões, puxa um objeto cortante, e consegue desferir um golpe.

Por MAURICIO JUNIOR / REDAÇÃO NDM 16/10/2017 - 02:46 hs
Foto: FACEBOOK / MONTAGEM NDM
A prostituição em Magé e suas consequências na Violência
BRIGA NO CENTRO DE PIABETÁ

 

 

RIO - NDM ONLINE - Um flagrante de uma briga envolvendo um homem e aparentemente um Travesti, no centro de Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense, trouxe à tona um problema que passou durante um bom tempo, praticamente despercebido na cidade de Magé: a prostituição de Travestis, que muitas das vezes acabam se envolvendo em brigas, ou acabam sendo vitimas de agressões na noite.


Nesse episódio, o Travesti que é agredido e também realiza agressões, puxa um objeto cortante, e consegue desferir um golpe no abdome do homem, que aparece nas imagens. Não que a briga tenha se iniciado por causa de um programa, aliás ninguém sabe porque ela começou. O que pouca gente sabe, é que de acordo com uma fonte do NDM Online, esse mesmo travesti ajudou uma senhora, que corria risco com seu filho pequeno, de apenas quatro (4) anos. Mas esse depoimento vai ficar para o final da reportagem.

Com exclusividade, o NDM Online, conversou com uma travesti e buscou com ela, informações à respeito do que passam nas noites da cidade em Magé, durante os programas. Vamos identificar a Travesti entrevistada apenas como "A", e entender esse lado obscuro ainda para muitas pessoas.

NDM - A, desde quando você realiza programas na cidade de Magé e porque decidiu entrar nessa vida?

A - Eu entrei para essa vida há cerca de 7 anos atrás, quando completei 21 anos de idade. Eu não conseguia emprego, acredito que pela discriminação, pelo preconceito das pessoas, então decidi fazer programas, até porque minhas amigas que também fazem programas, na época me encorajaram.

NDM - O que você já passou durante esse tempo fazendo programas, e o que mais te marcou?

A - Olha, eu realmente já passei por muitas coisas nesse tempo, muitas desagradáveis mesmo! Por exemplo: clientes que me roubaram, que não quiseram pagar. Uma vez marquei com um cliente de um motel de Magé e o cara não quis me pagar, eu ameacei chamar à polícia e ele partiu pra cima de mim, me agrediu de uma forma muito covarde.

NDM - Você viu uma briga envolvendo um Homem e um Travesti que foi reproduzida em grupos de WhatsApp e Facebook, que acabou trazendo à tona sobre a prostituição e violência nas noites de Piabetá?

A - Sim, com certeza! E digo mais, isso aí acontece sempre no caso ali eu não seu o que aconteceu, mas não é caso raro alguém partir para agressão porque não aceitam nosso estilo e opção sexual. Infelizmente estamos em um mundo onde a intolerância seja ela: religiosa, cultural, racial e social não dão trégua.

Terminou A, que tem 28 anos de idade, nasceu e cresceu na cidade de Magé, ela explicou também que quando assumiu sua homossexualidade, ainda adolescente, passou por maus bocados, recebendo o apoio de poucas pessoas.

O Depoimento de Cristiane Andrade

Vamos ao depoimento de mais uma vítima da violência que se espalha em Magé, de acordo com a internauta Cristiane Andrade, ao sair de um supermercado no centro de Piabetá, ela foi abordado por um elemento, que queria assalta-la, quando foi socorrida por um travesti:

"Eu estava vindo do Supermercado Extra a noite e um bandido tentou me assaltar, como eu não tenho mais telefone porque fui assaltada 2 vezes esse ano, o moleque (bandido), partiu pra cima de mim queria minhas sacolas eu reagi, sem contar que eu estava acompanhada do meu filho de 4 anos, esse mesmo travesti, me ajudou partiu pra cima do bandido me ajudou, me defendeu e eu não fui roubada. O problema é que a população é muito preconceituosa, esse mesmo travesti foi o único que me ajudou", finalizou seu depoimento, com exclusividade ao NDM.

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